domingo, 28 de junho de 2009

O arquipélago de Okinawa

Quando me desloquei de férias com a minha esposa à ilha de Okinawa em 2002 já conhecia algo sobre a ilha mas muito pouco do que este arquipélago realmente representa para o Japão. Efectivamente Okinawa representa para o Japão o que por exemplo as Caraíbas, o Brasil ou a Madeira representam para nós. Ilhas paradisíacas que pouco têm a ver com o resto do Japão. O arquipélago de Okinawa é conhecido como o Havaí do Japão.
O meu conhecimento sobre Okinawa resumia-se ao nascimento do karaté, à última grande batalha da segunda guerra mundial, que ficou a ser território Norte-Americano após a rendição do Japão e até 1972 quando foi entregue à administração japonesa outra vez e à lenda da longevidade dos habitantes desta ilha. Efectivamente já foram feitos vários estudos por vários países para saber o porquê dos habitantes destas ilhas terem uma tão grande longevidade com mente sã. Uns dizem que é por causa de uma planta originária de lá, outros dizem que é por causa do seu clima tropical. O que eu sei é que desde a chegada ao aeroporto de Naha, capital de Okinawa, senti-me como se estivesse noutro país que não o Japão.
Devo dizer também que pelo facto das viagens para Okinawa serem tão caras, são muitos os japoneses que preferem ir de férias para outras paragens como por exemplo: Bali, China ou Tailândia, porque ficam mais baratas.
Quando chegámos ao aeroporto fomos presenteados com colares de flores como se costuma ver no Havaí.
No hotel onde ficámos instalados havia um pouco de tudo. No grande Hall de entrada, um jardim com animais, praia privada com restaurante abaixo de nível do mar para podermos ver os peixes, piscina natural com golfinhos, piscina interior e exterior, passeios no fundo do mar, etc.
No Japão tem-se um grande gosto pela beleza seja ela na confecção da comida, construção das casas, bem estar de convidados, enfim tudo o que poderá agradar aos turistas. Devo dizer também que no Japão não é costume dar gratificações e se algum funcionário parecer estar a agradar de uma forma diferente do normal, não se está a fazer à gratificação, porque não gostam de incomodar os turistas.
A foto mostra a nossa viagem a um parque natural perto do Hotel onde se mostra toda a natureza originária das ilhas de Okinawa. Apanhámos um barco conduzido por um funcionário do parque que cantava e contava anedotas em japonês enquanto ia mostrando toda a fauna e flora da ilha.
Os trajes tradicionais de Okinawa são também muito diferentes do resto do Japão com cores muito mais vivas onde sobressai o vermelho da influência Chinesa neste arquipélago e motivos mais floreados, porque estamos nos trópicos.



When i went on holiday with my wife to the island of Okinawa in 2002 already knew something about the island but very little of what this archipelago really represents to Japan. Actually Okinawa represents to Japan which for example the Caribbean, Brazil or Madeira represent to us. Paradisiacal Islands which have little to do with the rest of Japan. The islands of Okinawa is known as the Hawaii of Japan.
My knowledge on Okinawa collating the birth of karate, the last major battle of world war 2 which begin to be American territory after the surrender of Japan and til 1972 when it was delivered to the Japanese administration again and legend longevity of the habitants of this island. Actually has been made several studies by several countries to learn why habitants of these islands have a longevity with healthy mind. Some say that it's because of a plant originating from there, others say that is because of its tropical climate. What i know is that since the airport of Naha, capital of Okinawa, i felt as if were in another country other than Japan.
I must also say that because of trips to Okinawa are so expensive, there are many Japanese who prefer to go on holiday to other stops for example: Bali, Thailand, China because they are cheaper.
When we arrived at airport were presented with necklaces of flowers as you see in Hawaii.
At the hotel where we were installed had a bit of everything. In large foyer, a garden with animals, private beach with restaurant below sea level to be able to see the fish, swimming with dolphins, indoor and outdoor pool, walks on the seabed, etc.
In Japan the great taste for beauty is in the making of food, construction of houses, well-being of guests at everything that may appeal to tourists. I must also say that in Japan is not usual to give tips and if any employee seem be nice to you it's normal, because they not want to bothering the tourists.
The photo shows our trip to a natural park near the hotel that shows all nature of the islands of Okinawa. We take a boat led by an official of the Park that sing and tell some jokes in Japanese while showing all the fauna and flora of the island.
The traditional Okinawa are also very different from the rest of Japan with live colors where you can see the Red from the Chinese influence in arquipelago and floral motives because we are in the tropics.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

As cores do Outono


No Japão dá-se grande importância às quatro estações do ano. A que está agora a iniciar, o outono é particularmente importante porque é a que faz a transição entre o quente e húmido verão e o seco e frio inverno. Também é nesta altura do ano em que acontece mais uma observação apaixonada das folhas em tons avermelhados das árvores, antes que caiam para anunciar o inicio do inverno. Como todos sabemos, os Japoneses são apaixonados pela natureza e nesta altura, deslocam-se até ao jardim mais próximo da sua residência ou do seu trabalho para contemplar os diferentes e lindíssimos tons de vermelho que as folhas das árvores adquirem.
Não é raro ver árvores com folhas muito avermelhadas, como esta da foto, mais parecendo um efeito de fotografia. O seu "efeito" natural é no entanto tão real e belo que vale a pena uma deslocação até lá para constatar a realidade.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

A cidade eléctrica


Um turista que esteja em Tóquio terá muito para ver. Desde o palácio Imperial com os seus lindíssimos jardins, os templos de Asakusa, o bairro fino de Ginza, a ilha artificial que é só o maior centro tecnológico do mundo inteiro, Odaiba, etc. Serão muitos os motivos para passeio mas um é que não pode perder. A cidade eléctrica Akihabara. Akihabara é um bairro de Tóquio com uma extensão semelhante á da Avenida da Liberdade, cheia de lojas de electrónica de consumo. Aparelhagens HI-FI, discos, instrumentos musicais, filmes, electrodomésticos, jogos, máquinas de fotografar, máquinas de filmar, computadores, enfim, tudo o que possam imaginar neste tipo de mercado existe aqui e se não encontrarem aqui não encontrarão em mais nenhum sítio do mundo. É que são ruas e transversais com edifícios de muitos andares repletos de tudo o que se possa imaginar para comprar. O problema é que se não soubermos o que queremos e procurarmos apenas isso rapidamente nos perdemos no meio de tanta tecnologia e depois já não saberemos onde encontrámos o preço mais baixo. A ajuda que vos posso dar é a seguinte. Se alguma vez se deslocarem até Akihabara, levem um caderno para apontar os preços do que vão vendo, não comprem nada na primeira loja que visitarem e digo-vos que será muito difícil de resistir, levem catálogos para poderem mostrar aos vendedores o que querem e peçam sempre que vos forneçam o manual em Inglês se não tiverem em Português pois todo o material que se vende aqui é quase na sua totalidade para consumo interno e traz apenas manuais em Japonês. Nunca é demais informar de que devem levar o passaporte convosco pois poderão ter isenção de taxas nas vossas compras.
O que é engraçado no Japão é que o preço constante nos catálogos dos fabricantes é sempre superior ao preço que encontramos nas lojas e estão sempre a haver promoções de produtos descontinuados que sairam há "três meses" e que entretanto já ninguém compra por existir um modelo novo. Já sabem que poderão se deslocar a Akihabara mas atenção aos gastos ou ficarão sem dinheiro para o resto da viagem.
Boas compras.

domingo, 13 de abril de 2008

A limpeza no Japão


O hábito de se descalçarem quando chegam a casa poderá indiciar uma atitude de limpeza para os Japoneses mas nem só disso se trata embora tenha muito a ver com o facto de não transportar a sujidade da rua para casa. De facto além disso os Japoneses têm também o intuito de se descalçarem para se sentirem mais à vontade em casa, facto que não poderão fazer no trabalho onde passam a maior parte do dia.
Voltando à parte da limpeza, de facto eles têm essa "mania" embora em casa por não passarem lá muito tempo do dia, sejam um pouco desarrumados e não é raro ver um daqueles pequenos apartamentos em Tóquio com tudo "entulhado" a um canto quase sem espaço para passar. Nos espaços públicos é que não é habitual ver lixo no chão nem as marcas das pastilhas pregadas ao chão nem beatas. de facto existe um conceito de limpeza e salubridade muito grande. Por exemplo o aeroporto de Narita em Tóquio é considerado o mais limpo do mundo e não é pouco vulgar ver trabalhadores de limpeza a aspirarem o chão e a limparem os tapetes rolantes. A foto que está em cima foi tirada no centro comercial do aeroporto de Narita.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Comer no Japão


Se estão a pensar em visitar o Japão sozinhos devem ter em mente que necessitam pelo menos de um amigo, o cartão de crédito e de preferência bem recheado porque no Japão tudo é caro.
Certa vez tive que me aventurar sozinho na metrópole chamada Tóquio. Devo dizer que tinha no bolso a morada dos meus sogros e algum dinheiro para o caso de me perder. Assim pedia a um táxi que me levasse aquela morada. Nesse dia tive que almoçar também sozinho. Parece muito fácil para qualquer turista que se preze mas numa terra que não tem os nomes das ruas e onde apenas as estações de comboio ou metro principais têm o seu nome em escrita ocidental além da maioria dos Japoneses falar pessimamente qualquer língua que não o Japonês, parece-lhes muito difícil não é?
Incorrecto. No Japão na maioria dos restaurantes existe um menu com fotografias dos pratos e muitos têm também uns exemplares de plástico expostos à entrada para que enquanto o cliente estiver à espera possa escolher o prato que vai desejar comer. Comigo pelo menos resultou pois fui a um restaurante e só me bastou apontar para o prato desejado sem mais problemas. No Japão não é necessário pedir bebida se não o desejar pois chá e água são sempre servidos.
Já ficam a saber. Se visitarem o Japão irão ter alguns problemas com a comunicação mas já sabem que não morrerão de fome.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

O passado e o futuro



Em Tóquio assim como em outras cidades do Japão somos constantemente confrontados com o passado e o futuro. Casas antigas com edifícios novos, jardins ancestrais com parques de divertimento e no caso desta fotografia um templo antigo de devoção perto da torre de Tóquio, símbolo do futurismo nipónico com maior altura do que a sua irmã gémea de Paris para provar ao mundo que não eram só os grandes engenheiros Europeus que conseguiam erguer verdadeiros monstros de aço para demonstrar o seu conhecimento.
Falando desta torre poderei dizer que é o melhor local para observar a imensidão da metrópole que é Tóquio, uma cidade muito plana construída sobre as cinzas da antiga capital Edo do tempo dos Shoguns, com muitos canais onde passam tanto barcos de recreio como barcos de comércio ou de pescadores. A vista é maravilhosa e dizem, porque eu não vi, que em dias limpos com céu azul se vê o grande monte Fuji que fica a cerca de 100 km de distância.
A grande diferença nesta foto é que no templo se contempla o silêncio normal de um local de culto e meros metros adiante perto da torre o futuro com todos os seus ruídos e movimentações.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

O Natal Japonês


No Japão apenas 1% ou 2% da população é Cristã por isso o Natal não significa mais do que uma altura boa para o comércio. Efectivamente o Natal no Japão é celebrado apenas pelo significado de dar prendas aos mais pequenos, comer um bolo do Natal que tem que ser encomendado com muita antecedência e tem também um especial significado para os jovens casais pois é a altura do ano ideal para demonstrar o afecto pela sua cara metade e na noite de Natal os melhores restaurantes e hotéis enchem-se para esta demonstração de afectos.
Provavelmente a celebração do Natal terá entrado no Japão pelas mãos dos missionários que os Portugueses levaram aquando da sua chegada e como foram os primeiros ocidentais a chegarem ao país do sol nascente no séc. XVI, terão sido eles que inseriram esta tradição cristã.
O dia de Natal no Japão não é feriado e por isso as pessoas trabalham normalmente, ao contrário do dia de ano novo que é quando a família se junta, mas isso será tema para outro texto que irei escrever.

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Viajar no Japão


Pegando no texto anterior, venho desta vez falar-vos dos meios de transporte no Japão. Não pense que é só na China que muitas pessoas utilizam a bicicleta para se deslocarem. No Japão isso também acontece existindo até nos passeios uma via exclusiva para as duas rodas. No entanto este meio de transporte é mais utilizado para as deslocações pequenas, quer seja para ir fazer compras perto de casa ou para a deslocação até à estação de caminhos de ferro mais próxima e apanharem o comboio para grandes distâncias, quer seja para ir para o trabalho, quer para outro motivo qualquer. Efectivamente o comboio é o transporte mais eficaz para se deslocar dentro do Japão pois os horários são sempre cumpridos ao minuto e não é necessário esperar muito tempo para apanhar um. Além disso existem muitas companhias de caminhos de ferro privadas que complementam a já por si, muito eficaz companhia de caminhos de ferro pública.
Para além do comboio existem também dentro das grandes cidades, o metro com várias companhias além da pública, autocarros, avião para as deslocações mais distantes dentro do país e entre as várias ilhas que constituem o arquipélago Japonês, que chegam a ser mais baratas do que viajar no famoso Shinkansen, vulgarmente conhecido por "comboio bala". O Shinkansen apesar de caro é muito utilizado pelos executivos que vivem longe das grandes cidades e assim podem apanhar um meio de transporte rápido que os leve de volta a casa. Os táxis também são muito utilizados e o meu primeiro contacto com este meio de transporte foi muito engraçado pois eles têm uma alavanca que abre a porta automaticamente e têm muitas rendinhas nos encostos de cabeça parecendo um automóvel muito antigo e muito caricato.

sábado, 13 de outubro de 2007

Estacionamento civilizado


Algo que me agrada muito no Japão é o civismo nas estradas. Embora existam lá como cá alguns condutores menos bons, na generalidade cumprem as regras e têm muito respeito pelos peões, se calhar porque a maioria passa mais de metade da vida a utilizá-los e ao contrário de cá, funcionam.
Em relação à compra de automóvel, no Japão é muito barato comprar um. Já os impostos e certificados que têm que ter para o poder comprar são mais complicados. Um dos certificados que o comprador tem que mostrar no acto da compra é o de possuidor de espaço de estacionamento ou seja, para comprar automóvel terá de possuir um sítio onde estacionar o automóvel perto de casa com risco de não o poder comprar. Parece uma piada para a maioria mas se pensarmos no incómodo que algumas vezes nos deparamos quando queremos andar no passeio e temos que nos desviar de algum automóvel para a estrada, correndo o risco de sermos atropelados e se pensarmos nos deficientes visuais, nos deficientes motores e nos carrinhos de bebés para nomear apenas alguns dos casos em que a vida é muito dificultada pela falta de civismo de outrem então damos-lhes razão. Efectivamente no Japão não me lembro de ter tido nenhum problema de circulação a pé, por causa do mau estacionamento de algum condutor.
Nas grandes cidades todos os lugares de estacionamento são pagos e bem mas também aí o respeito pelos outros se sente.

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Hospedar-se no Japão



Existem muitos tipos de hospedagem no Japão. Entre eles posso destacar os Hotéis, muito ao estilo ocidental, os Hotéis-cápsula para homens de negócios que perderam o último transporte para casa e têm de passar uma noite num sítio "cómodo" e barato, Penshon que são casas do tipo Turismo Rural ou Turismo de Habitação, Minshuku que são casas familiares do estilo Japonês muito baratos, Hotéis do Amor que mais não são do que Móteis, Hotéis Termais onde se pode desfrutar de uns dias nas famosas termas do Japão, Shukubo que são casas existentes no recinto dos templos onde vivem os monges e onde nalguns casos nos podemos hospedar também partilhando um pouco do retiro deles e onde poderemos partilhar as suas actividades e finalmente os Ryokan ou Hotéis tradicionais Japoneses. É destes últimos de que vos vou falar.
Os Ryokan apareceram após a Restauração Meiji, de 1868 e que abriu as portas ao comércio com o exterior.
Quando fui a um destes Hotéis o que me chamou logo a atenção, foi a sua arquitectura do estilo tradicional Japonês, parecendo uma casa antiga ou um templo. Quando entrei, dei de caras com um grande grupo de pessoas na sua grande maioria, mais velhos do que eu, que esperavam a hora para fazer o check-in. Faltavam escassas três horas para tal. Normalmente os Japoneses fazem viagens em grupo. Eu e a minha esposa deixámos as malas e fomos dar uma volta pela vila e almoçar. Quando voltámos já todos tinham sido hospedados faltando apenas nós. A senhora da recepção disse-nos para esperarmos pela nossa camareira que nos iria servir durante a nossa estadia. Ela levou-nos ao nosso quarto e preparou uma mesa com os petiscos da zona e chá verde. Quem quer dar gorjeta tem de o fazer nesta altura pois não se trata de uma gorjeta normal mas sim de um agradecimento pelo facto dela nos ir servir durante a nossa estadia. Perguntou se queríamos algo mais e combinou logo a hora que nos poderia trazer o jantar. Nos Ryokan normalmente as refeições são servidas nos quartos.
Eu achei aquilo espectacular pois não existe em mais nenhuma parte do mundo. E assim foi também com o pequeno almoço (arroz, sopa de Miso, salmão grelhado, algas, pickles e ovos cozidos) e com a prepararação da cama para a noite, nos futons em cima dos tatamis ou seja, no chão.
Nos ryokan ao contrário dos Hotéis não é levado a mal trajar um yukata (kimono mais simples) para nos sentirmos mais à vontade, porque a maioria destes Hotéis têm termas e com os yukatas podemos circular mais comodamente dentro do Hotel.
A todos os que pretendam visitar o Japão não poderão perder uma vista a um destes Ryokan pois é uma experiência que não irão esquecer.